Análise do Lightworks 11.5

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É diminuta a variedade de aplicações open source de edição não-linear de vídeo mas há cerca de cinco anos uma boa notícia foi anunciada, um veterano programa profissional seria lançado sob essa forma. Essa plataforma de edição era o Lightworks, que se mantém como um activo de proprietário, embora a sua actual detentora, a EditShare, tenha reafirmado a intenção de disponibilizar publicamente o código do programa.

Análise do Lightworks 11.5 (transcrição do vídeo)
No vídeo de hoje vou analisar o Lightworks 11.5, um programa de edição não linear de vídeo para Windows e Linux, que dispõe de uma útil versão gratuita. O programa é bem conhecido em alguns círculos audiovisuais, mas desde 2009, quando foi adquirido pela EditShare à antiga proprietária, a Gee Broadcast, que tem ganho nova vida, sobretudo graças a uma estratégia que passa pelo desenvolvimento multiplataforma e pela oferta de duas versões: uma versão gratuita com algumas limitações, sobretudo ao nível de codecs de importação e exportação, e uma versão paga sem quaisquer restrições.
A primeira versão da nova fase do Lightworks foi lançada no ano passado para Windows. Ao Linux chegou uma versão alpha agora transformada em beta. Resumido que está o percurso do programa às mãos da Editishare, vamos ao que interessa, a análise do Lightworks 11.5.

O que há de novo no Lightworks 11.5
Como se vê interface está mais simples, principalmente pela remoção de funções secundárias que estava estavam nesta barra do lado esquerdo, a barra de ferramentas, e que passaram a integrar o menu principal.
Agora existem também acessos rápidos a acções comuns através do botão direito do rato e as janelas ganharam um nova faculdade.
Colocando-as lado a lado alinham-se automaticamente. A resolução da ferramenta de análise de vídeo foi também ligeiramente melhorada, o que permitirá obter melhores resultados na correcção de cor.
Os visores passaram a ter consolas de edição individuais por defeito mas quem preferir pode repor a consola de edição no fundo do ecrã. Para isso basta aceder aqui a interface de utilizador e escolher global.
Houve ainda diversas outras melhorias e alterações que podem ser conferidas nesta página do site oficial do programa.

A minha análise do Lightworks 11.5
No que toca à minha experiência, concluí até agora, com sucesso, quatro vídeos com o Lightworks 11.5: dois vídeos simples de dois e três minutos, um anúncio publicitário de 28 segundos e um apanhado de melhores momentos com 45 minutos. Todos incluem múltiplas faixas de vídeo e de áudio, correcção de cor e efeitos estáticos ou temporizados. Um dos vídeos necessitou inclusivamente de composição digital com tela verde, e era composto por diversos formatos de vídeo, que editei na mesma linha de temporal.
Testei igualmente o programa com ficheiros 4K, em bruto, da RED Scarlet, e consegui trabalhá-los, sem dificuldades, na sua forma nativa.
Claro que é sempre desejável, e mais fluído, editá-los com uma adaptação de resolução, mas uma vez que estava a analisar o Lightworks não podia deixar de ver como é que ele lida com este tipo de imagens mais robustas.
O projecto que está neste momento no ecrã é Full HD e inclui vídeos em h.264 e AVCHD na mesma linha de edição. As linhas de interferência horizontal que se vêem devem-se ao facto de as imagens serem interpoladas porque o produto final tem de ser entregue em 1080i. Mas como se vê, facilmente se navega e se fazem alterações ao projecto, mesmo tendo mais um formato na mesma linha. Importar media é simples e rápido e os efeitos têm resultados quase imediatos.
A versão gratuita apresenta limitações, claro, mas permite editar ficheiros até 4k, não se podem é exportar vídeos superiores a 720p, ou seja, a alta definição. As opções de importação e exportação também são escassas mas nada que um bom programa de conversão não resolva.
Tendo em conta a sua estabilidade e potencial e dada a minha boa experiência com o programa, recomendo que o testem. Eu trabalhei em Windows 7 Profissional e Ubuntu 13.10 sem erros de natureza alguma. Aliás, este vídeo foi precisamente editado em Linux com o Lightworks 11.5.
Vale ainda apena recordar que já está em desenvolvimento a versão do programa para Mac, e que a EditShare mantém vivos os planos para disponibilizar o Lightworks em código aberto.
Para transferir e experimentar o programa aceda à página referida na descrição deste vídeo. Os ficheiros de instalação para Linux são executáveis debian e rpm, e os requisitos mínimos para executarem o Lightworks são mencionados nessa página.

Requisitos mínimos recomendados para executar o Lightworks em Linux:
Distribuições debian: Ubuntu/Lubuntu/Xubuntu 13.10, Mint 15, 16
Distribuições RPM: Fedora 18, 19
Chipset: Intel i7 chipset ou superior, rápido chipset AMD
Memória: 3GB RAM ou superior
Ecrã: dois ou mais ecrãs de alta definição (1920 x1080) ou superior
Placa gráfica: PCI Express (NVIDIA or ATI) com pelo menos 1GB e suporte para OpenGL
Armazenamento: um disco para o SO e outro para armazenamento (incluindo disco externo desde que tenha boas taxas de escrita e leitura, por exemplo, eSATA Firewire 800)
Áudio: placa de som compatível com o SO e sistema de monitorização de áudio
Opcional: consola Lightworks
Opcional teclado Lightworks
Disco do SO: 200MB livres para instalação do Lightworks
É necessária ligação à internet para activar o Lightworks uma vez por ano

Requisitos mínimos recomendados para executar o Lightworks em Windows:
SO: Windows 7 Professional (32 bit or 64 bit)
Chipset: Intel i7 chipset ou superior, rápido AMD chipset
Memória: 3GB RAM ou superior
Ecrã: dois ou mais ecrãs de alta definição (1920 x1080) ou superior
Placa gráfica:  PCI Express (NVIDIA or ATI) com pelo menos 1GB e suporte para DirectX 9
Armazenamento: um disco para o SO e outro para armazenamento (incluindo disco externo desde que tenha boas taxas de escrita e leitura, por exemplo, eSATA Firewire 800)
Áudio: placa de som compatível com o Windows e sistema de monitorização de áudio
Opcional: consola Lightworks
Opcional: teclado Lightworks
Disco do SO: 200MB livres para instalação do Lightworks
É necessária ligação à internet para activar o Lightworks uma vez por ano

A sua opinião…
E você, acha mesmo que a disponibilização livre do código do Lightworks é uma possibilidade real?
E esta versão 11.5, já a testou? Qual é a sua experiência?
Diga de sua justiça nos comentários e aproveite para sugerir ao que devo olhar num próximo vídeo.
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Créditos
Texto: transcrição do vídeo
Produção e legendas: Mário J.R. Matos
Música: Kevin MacLeod (www.incompetech.com)
Informações técnicas – equipamento: microfone de lapela, gravador de áudio portátil, monitores LG (2×21′ e 1×17′) e estação de trabalho baseada na placa-mãe Asus P9X79 WS com o i7-3930k (EVGA Geforce GTX 680 Classified 4GB, 2×256 GB Corsair Performance Pro SSD, 3x3TB Seagate Constellation ES ST1000, 64GB G.Skill RipjawsZ F3 DDR3-2133) | Programas: Lightworks (11.5), Audacity, Ardour, GIMP, Vokoscreen, LibreOffice, gedit, Ubuntu (13.10)
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